O modelo convolucional e a ondícula de Ricker no COPIA Seis
Resumo
Esta nota descreve o modelo convolucional do traço sísmico usado pelo COPIA Seis para gerar sismogramas sintéticos e calibrar a interpretação com dados de poço. Apresenta a ondícula de Ricker, a relação entre frequência de pico e resolução vertical, e o traço analítico obtido pela transformada de Hilbert, base dos atributos de envolvente e fase instantânea.
Palavras-chave: sísmica · modelo convolucional · ondícula de Ricker · traço analítico
Modelo convolucional
Para incidência normal, o traço sísmico registado é aproximado pela convolução de uma ondícula com a série de refletividade , mais ruído:
A refletividade em cada interface resulta do contraste de impedância acústica :
Ondícula de Ricker
O COPIA Seis usa por omissão a ondícula de Ricker de frequência de pico :
A espessura de sintonia, abaixo da qual o topo e a base de uma camada deixam de se distinguir, é aproximadamente . Para m/s e Hz obtém-se cerca de 25 m.
Traço analítico
A envolvente e a fase instantânea obtêm-se do traço analítico, que aplica a fórmula de Euler ao sinal:
Referências
- Robinson, E. A. (1957). Predictive decomposition of seismic traces. Geophysics, 22(4), 767–778.
- Ricker, N. (1953). The form and laws of propagation of seismic wavelets. Geophysics, 18(1), 10–40.
- Taner, M. T., Koehler, F. & Sheriff, R. E. (1979). Complex seismic trace analysis. Geophysics, 44(6), 1041–1063.
Como citar
Departamento PD&T (2026). O modelo convolucional e a ondícula de Ricker no COPIA Seis. Nota técnica, Departamento PD&T, Copia Group.